Investir rios de dinheiro em posicionamento, mas permitir que qualquer um possa copiar a marca legalmente.
Este pensamento aterrorizou a sala durante o curso da Brandster em Cuiabá, e nos fez sentir um frio na barriga tão familiar. Não pelo que estava sendo dito, mas por quantas empresas estão nessa situação neste exato momento.
Em agosto, a Intelivo viveu uma experiência enriquecedora: por dois dias, mergulhamos no universo do branding com Guilherme Sebastiany, cofundador da maior escola e comunidade de branding do Brasil.
O que descobrimos ali vai muito além de conceitos teóricos. Foi a confirmação de algo que alertávamos há tempos: existe um abismo perigoso entre estratégia de marca e proteção legal.
Dois mundos se encontram
Durante anos, observamos um padrão preocupante no mercado brasileiro:
- Empresas investem fortunas em consultorias de branding.
- Desenvolvem posicionamentos exclusivos e diferenciados.
- Criam identidades visuais impecáveis.
- E dormem completamente desprotegidas juridicamente.
Mas de que adianta construir uma super marca se qualquer concorrente pode copiá-la legalmente?
No curso da Brandster, essa questão ganhou uma dimensão ainda mais clara. Percebemos que não existe branding sustentável sem proteção legal, assim como não faz sentido proteger algo que não tem estratégia por trás.
Branding “pé no chão” vai muito além do que você idealiza
Sim, o mercado ainda vê branding como "fazer logo bonito". A realidade é bem mais complexa:
O branding trabalha com camadas profundas que definem o DNA organizacional, criam diferenciação intangível genuína, gerenciam o equilíbrio entre identidade interna e imagem externa, alinham estratégia de produtos com propósito de marca, definem precisamente quem é seu público verdadeiro, entre tantas outras questões.
Só que aqui está o problema: toda essa construção estratégica pode evaporar se um concorrente decidir usar seu nome, suas cores, seu posicionamento. E se você não tiver registro de marca, ele estará agindo dentro da lei. E pior, você ainda pode pagar multas e indenizações.
As 3 lições que fortaleceram nossa visão
1. Branding como modelo de gestão (não departamento)
Branding não é um apêndice, uma responsabilidade do marketing. É filosofia empresarial que deve permear toda decisão, desde o atendimento até a precificação.
Na Intelivo, isso significa que protegem os ecossistemas completos de marca, nunca elementos isolados. Entendemos que todo registro reflete uma estratégia construída. Uma visão de futuro.
2. Diferenciação sem proteção é vulnerabilidade
Seus diferenciais intangíveis, por vezes, representam seu maior ativo competitivo. Mas ativos precisam de blindagem legal.
Realidade cruel:você pode desenvolver o posicionamento mais inovador do seu segmento. Senão registrar adequadamente sua marca, outro pode copiá-la e usar contra você.
3. A tríade vencedora: identidade + imagem + propriedade
- Identidade: quem você realmente é (seu DNA).
Exemplo: “somos uma empresa que democratiza o acesso à tecnologia com proximidade humana e inovação constante”. É o que a empresa realmente é por dentro (cultura, valores, propósito).
- Imagem: como o mercado te percebe (percepção externa).
Exemplo: “varejista digital mais inovadora do Brasil, com atendimento humanizado". É como o mercado enxerga a marca (moderna, próxima, tecnológica).
- Propriedade: o que legalmente pertence a você (proteção jurídica).
Exemplo: nome da marca (e produtos/serviços), logo, mascote, slogan... todos registrados no INPI em múltiplas classes. É o que legalmente ninguém pode copiar.
A maioria das empresas investe pesado nos dois primeiros. Os espertos dominam os três.
O que isso muda na prática?
Nomes devem refletir posicionamento estratégico, não apenas soar bonitos. Classes no INPI precisam proteger ecossistemas completos, não produtos ou serviços isolados. Portfólios de marca devem blindar inovações futuras, não apenas o presente.
A questão não é SE sua marca será copiada. É QUANDO isso acontecerá.
Estratégia +Proteção = Patrimônio sustentável (e escalável)
Nossa participação no curso da Brandster confirmou algo que já intuíamos: nosso trabalho na Intelivo é mais do que guiar sobre o INPI.
Estamos no cruzamento estratégico entre construção demarca e segurança jurídica. Afinal, não adianta proteger uma marca sem posicionamento, assim como não faz sentido posicionar sem proteger.
Sua marca tem estratégia definida, mas está desprotegida juridicamente? Ou tem registro no INPI, mas não reflete seu posicionamento real?
Conversa contigo: qual dessas situações se parece mais com sua realidade atual?
Na Intelivo, acreditamos que grandes marcas nascem da união entre estratégia e proteção inteligente. Patrimônio de marca é construção planejada, jamais um mero acidente.
Obrigada, Guilherme (e Brandster), por toda a troca e aprendizado! Foi incrível.
Fica a dica: quer saber mais sobre branding? Segue a @brandster_branding_school no Instagram. Quer continuar por dentro do universo das marcas? Acompanhe a @intelivo .